Gorda e Sapatão

racismo, lesbianidade, sexualidade, feminismo, bodypositve

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By Richard Lawrence
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Aceitou o desafio: Richard Lawrence #desafioartegorda

Hoje quaaaase não sai o #desafioartegorda, quase! Tô desde ontem mal… Acho que virá uma gripe forte, ou virose… não sei. Tô tomando as precauções possíveis, acredito que sobrevivo (dramqueen). Além dessas coisinhas, esses últimos dias tem sido de puro desgosto. A série, “Sexo e as Nega” começou e você precisa ler  os motivos (óbvios) para NÃO ver essa série escrito pela Charô que, brilhantemente destrincha tudo para que geral entenda o quão problemática é essa série. E como desgraça pouca é bobagem, o Falabosta ainda foi agraciado (não sei pelo quê) com o Prêmio Raça Negra, promovido pela Faculdade Zumbi dos Palmares (isso, pasme aí). Ainda na linha dos absurdos, a fofa torcedora do Grêmio ganhou a oportunidade de trabalhar na CUFA (Central Unica das Favelas) a fim de se educar quanto ao racismo. Até outro dia ela disse que não era racismo, bateu o pé, esbravejou, e agora tá na CUFA. Olha… não sei bem o que escrever agora. Vou me concentrar aqui nessa arte maravilhosa que o Richard mandou pra gente pois não está sendo fácil….

Muito linda sua arte, Richard! Obrigada <3 

 

By Richard Lawrence

By Richard Lawrence

Olá

 

Eu vi hoje o post no site e achei o máximo. Aproveitei a minha hora de almoço pra fazer o desenho e mal comi a comida haha. Bom, meu nome é Richard Lawrence, sou gay, tenho 23 anos e moro em São Paulo. A minha primeira memória da infância é segurando um lápis, então posso dizer que desenho desde que me conheço por gente. Eu passava muito tempo sozinho e desenhar era uma forma de criar um mundo particular, e por isso comecei a pintar telas, pra mostrar esse mundo para o mundo exterior. Eu gostaria de ter mais tempo pra fazer um desenho, mas infelizmente meu dia é super corrido e a noite mais ainda :/ Mas fico muito feliz de participar.O que me chamou a atenção e despertou meu interesse pra participar desse desafio, foi ter me tocado que raramente eu desenhei uma pessoa gorda. Seja mulher ou homem, automaticamente, começava a desenhar alguém magro, com pernas imensas e finas. Mas eu nunca tive um padrão de ‘homem perfeito’, e inclusive já fiquei com homens gordos, que levam o título carinhoso “Chubbys”. E francamente, o sexo foi ótimo. Acredito que cada um deve buscar amar seu próprio corpo, e se não está satisfeito, busque uma mudança para satisfação pessoal e não para se encaixar nos padrões estipulados pela mídia e sociedade.Minha página:
http://richard-lawrence.wix.com/arte

Meu instagram (onde eu posto alguns trabalhos)
/rich.law

Página no Facebook:
https://www.facebook.com/richardlawrenceart

 

#desafioartegorda Participe você também! Saiba tudo clicando aqui.

  Já aceitaram o desafio: Giovana Macedo, Andé Persechini  , Philipe Daluz, Ellen Emerich, Karina Beraldo, Chica Batella ,
Andreia Ribeiro
, Francis Divina, Sergio Rossi, Ezio Rosa, Thalyta Hellora, Joana Lorenzetti, Anna Lima, Jéssyca Nobre

By Jessyca Nobre
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Aceitou o desafio: Jessyca Nobre #desafioartegorda

Hoje eu apresento-lhes Jenny Saville.  Ela é uma pintora inglesa que chegou como destaque no cenário atual da arte. Ela é integrante do
Young Britishi Artists . Enquanto ainda cursava Belas Artes na Glasgow School of Arte, participou logo de uma exposição na Royal College of Art (em 1990). Pouco tempo depois, Saville já estaria viajando para expor sua arte em vários cantos. Quando se mudou pra Nova York, ela passou a observar o trabalho do cirurgião plástico Dr. Barry Martin Weintraub. Fotografando tudo que acontecia nesse cenário médico, ela tomou uma compreensão maior do corpo humano e das várias modificações que nele podem ser feitos a partir das cirurgias estéticas. Com seu foco voltado para o corpo feminino, Saville expressa em suas obras o fascínio pela corporeidade destoante. Várias de suas telas – gigantes, diga-se de passagem- trazem mulheres gordas, corpos enormes e sem rosto, partes distorcidas; há também a revelação das marcas e cicatrizes das cirurgias plásticas. Seu trabalho é no mínimo, desconcertante.  As personagens femininas são dissecadas surgindo um realismo estrambótico que denuncia seus predicados de vítimas, deformadas, corrigidas plasticamente, transformadas por estranhas patologias e automutilações. É um trabalho excepcionalmente pesado, denso, difícil de digerir, mas no entanto, necessário de entrar em contato.

 

As imagens de Jenny Saville instigam a criticidade, incomodam e chamam ao afastamento da zona de conforto das idéias pré-concebidas que o mito da beleza impõe aos olhares e as percepções. Sua obra denuncia os muitos conflitos ocorridos devido a distorção da autoimagem das mulheres, muitas são as autoviolações, as automutilações impostas ao corpo feminino contemporâneo. O corpo feminino idealizado que circula pelas mídias não é natural, então o corpo das mulheres em geral passa a ser o grotesco, o estranho. As pinturas de Jenny Saville abordam este corpo apresentando imagens que não fazem parte do ideal de beleza contemporâneo. Nas imagens de Saville, o corpo se apresenta através de seus aspectos “grotescos”

Achei muito instigante o trabalho de Saville e por isso quis compartilhar com vocês, bem como compartilho agora o trabalho da Jessyca Nobre, que traz seus traços arredondados cheios de alegria e satisfação.

Obrigada, Jéssyca <3  o caminho do empoderamento é justamente esse!

 

By Jessyca Nobre

By Jessyca Nobre

 

Meu nome é Jéssyca. E sempre gostei de desenhar, principalmente desenhar gordinhas livres, leves e soltas se divertindo.

Faço faculdade, e não tenho muito tempo para as coisas. Porém achei muito importante trazer uma humilde arte para compartilhar do mesmo sentimento. Sentimento esse que grita que as mulheres nunca são representadas como elas são. E permanece sempre a sensação de que nunca estamos bem, ou somos bonitas. Eu luto pelo empoderamento feminino! Sem ele, nos tornamos infelizes, acreditamos que a completude do nosso ser dependa de outra pessoa que não seja nós mesmas. Eu torço pela sororidade, e pela fraternidade entre mulheres, lutando contra esses que sempre nos dizem que somos inimigas e que temos que competir entre si! Espero que cada mulher se sinta especial, e linda! Porque todas são! Nós gordas agradecemos o #desafioartegorda de coração!
Se quiserem podem me encontrar em (https://www.facebook.com/jessyca.nobre)
Bjão!

By Anna Lima
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Aceitou o desafio: Anna Lima #desafioartegorda

Uma mulher que vocês devem conhecer: Fernanda Magalhães.

Sou fã desde a primeira vez que me deparei com um de seus artigos quando eu procurava referências para me auxiliar na escrita de um pseudo-projeto de apresentação na UNIFESP. Não consegui grandes coisas porque a burocracia acadêmica não me cabe bem, mas fui lá e apresentei. Foi uma experiência incrível. Mas o que ficou mesmo foi encontrar o trabalho da Fernanda. Me identifiquei logo de cara e passei a ler tudo sobre ela. Essa mina é maravilhosa! Faz de si mesma o próprio resultado final de seu trabalho. Seu próprio objeto de estudo e o fez com maestria.
Natural de Londrina-PR, Fernanda faz da arte sua sobrevivência “Assim, o trabalho é resultado direto de minha ação como artista, não só em minha produção artística, mas também no cotidiano. Uma ação política de vida.” como ela mesma descreve. Acho que por isso me identifiquei logo de cara. Era a primeira vez que eu conhecia uma artista, mulher e gorda, que usou seu corpo para manifestação artística e empoderadora.
A série “A representação da mulher gorda nua na fotografia (1995)”  é o trabalho que mais me tocou e que impregnou na minha mente fazendo com que eu estabelecesse uma relação muito íntima e solitária com ela. Isso. Por um tempo, tive uma amiga imaginária e ela era a Fernanda! Enquanto buscava forças pra escrever aquele pseudo-projeto (que eu mal sabia por onde começar e quiçá, terminar) que eu mencionei acima, conversava com ela em pensamento. Pedia forças para saber encaixar as palavras (coisa que eu não tava conseguindo há tempos), questionava em voz alta no meu quarto vazio -com ela. Na minha cabeça, ela respondia. Foi uma coisa meio que Julie&Julia, sabem? Do filme? Então.  Mas voltando: Nesta série, Fernanda usa recortes de jornais, revistas pornográficas e trechos de textos dispostos no conjunto da imagem. Com uma maestria ousada e pungente, revela o corpo gordo feminino e traz à tona questões acerca da cultura lipofóbica na qual, esses corpos devam ser coibido. Abaixo, deixo a imagem e o parágrafo que me atingiram certeiro. Fernanda traduziu em um parágrafo minha vida.

 

Fernanda Magalhães – Gorda 13, série “A Representação da Mulher Gorda Nua na Fotografia”,1995. “Quero que as mulheres magras e médias encarem a disforia de sua imagem corporal e se deem conta de que há um mundo de diferença entre suas experiências de mulheres que odeiam seus corpos e minha experiência de ser gorda. Todos os corpos femininos são odiados em nossa cultura, e isso não significa que todas as mulheres sejam gordas”.

Hoje me limito a destacar só um pouco do vida-obra de Fernanda Magalhães para deixa-las instigadas a procurar por essa grande artista que se tornou referência tal importância tem seu trabalho. E que ela sirva de inspiração para outras mulheres gordas embarcarem nessa mesma viagem e utilizar seus corpos como ferramentas artísticas de embate político e social. Destaco um parágrafo de Vinicios Kabral Ribeiro sobre Fernanda:   “(…)As obras da artista transgridem não com o intuito da exibição do corpo pelo “frenesi da exibição”, mas por alinhavar as poéticas do corpo com o fazer criativo que supera a dicotomia normal, anormal. Moral e não moral. Imagens transgressoras que violam, profanam e dançam sobre os frágeis terrenos da moralidade cristã. Imagens que devolvem o pecado aos olhos dos que condenam e julgam. Quem está nua não são as mulheres gordas, não é Fernanda Magalhães. Mas todas e todos que combatem aquele corpo, que o repelem da sociedade. Seus trabalhos contestam e denunciam, mas acima de tudo colaboram para “alargar” o lugar do corpo na sociedade, possibilidades de se “engordurar o mundo”.  Em breve eu dedicarei um post todinho à ela, mas enquanto esse dia não chega, a  A Anna Lima também traz  imagens belíssimas pra gente se agarrar nelas!

Obrigada Anna <3

 

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

By Anna Lima

 

Sou a Anna Lima, desenho por hobby e uma das coisas que mais gosto de retratar é o corpo gordo. Nunca fui gorda. Mas vejo uma necessidade muito grande de empoderamento das pessoas gordas, sobretudo mulheres mas também homens, pois a representatividade que eles tem na mídia é quase nula, e quando existe é negativa. Meu companheiro, que é gordo e que é grande inspiração prós meus desenhos, vive dizendo que sou a única que acha o corpo dele bonito. Acho que é esse o problema: ninguém diz que ser gordo também é bonito, nunca trata-se o corpo gordo com admiração. As pessoas não conseguem vê-lo sem os óculos do padrão de beleza, ver o quanto é realmente é lindo. Eu particularmente sou apaixonada. Por isso comecei a desenhar o corpo dele, que acho maravilhoso, porque queria e ainda quero que ele veja o quanto é bonito independente de qualquer padrão. E vendo essa beleza no corpo gordo e gostando de retrata-la, passei a achar que isso é uma coisa que muitas mulheres gordas precisam também. Ter seus corpos fora do padrão retratados de forma positiva, bela, sem tabus, sensual (não fetichizado!!!), ter representatividade na arte também como algo belo. Entrei no desafio porque quero fazer minha parte nisso, inclusive enquanto feminista, pois a coisa que mais abomino na sociedade é o padrão de beleza, essa padronização do que é belo, e a exclusão do corpo gordo dentro daquilo que é considerado bonito. Ta aqui parte da minha contribuição <3

 

#desafioartegorda Participe você também! Saiba tudo clicando aqui.

  Já aceitaram o desafio: Giovana Macedo, Andé Persechini  , Philipe Daluz, Ellen Emerich, Karina Beraldo, Chica Batella ,
Andreia Ribeiro
, Francis Divina, Sergio Rossi, Ezio Rosa, Thalyta Hellora, Joana Lorenzetti

 

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