Gorda e Sapatão

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by Marielle Gallant
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Um apelo à comunidade médica: keep calm and guarda a guia do nutricionista!

Queridas médicas e médicos,

venho por meio desta, expressar mais uma frustração colhida após me consultar com um de seus colegas da área.
Há anos eu não faço o tal do check up completo. Sim, anos. Só agora, aos 22 anos, pude ter um plano de saúde (e ainda to me endividando pra paga-lo, vai veno). E que privilégio esse, viu?!  Conseguir marcar uma consulta com menos de 3 meses de espera é fantástico! Eu não sabia que era assim, tão massa. Eu só conhecia o contrário… Desde o nascimento fui usuária do Sistema Único de Saúde. Já passei altos perrengues pra ser atendida… Minha mãe que o diga! Várias tretas ela teve que enfrentar quando a situação era grave e a neglicência&ineficiência [do SUS] beirava o desespero.

Mas o mote da minha frustração foi voltar da consulta com uma frase na cabeça: “Eu sabia que seria assim”.

Doutoras e Doutores, eu sou uma mulher gorda, sabem? Ou “obesa mórbida”, na língua de vocês.
Toda vez que eu agendo uma consulta, seja para qualquer especialidade, eu já prevejo o resultado e, quase como um guru adivinhando a Copa do Mundo, eu sempre acerto o que vocês vão me falar.
Vocês me botam sentada na sua frente, e enquanto escrevem qualquer coisa com uma letra ilegível, eu falo porque estou ali.
Quando deixam de lado a caneta, vocês me olham. Poucos de vocês encostam em mim. Poucos de vocês me examinam com o estetoscópio. Poucos olham a minha garganta. Poucos aferem minha pulsação. Poucos aferem a minha pressão.
Nenhum de vocês me escutam. Eu falo, falo, falo… Mas nenhum de vocês teve a capacidade de ouvir o que eu tinha pra falar.
Vocês não imaginam o quão ruim é ficar lá parada, na frente de um estranho, falando sobre o meu corpo, e esse estranho -que a priori, iria me ajudar- não dá a mínima. É horrível. Sério. É bem ruim. É desconfortável. Me faz sentir inútil.
O ato de vocês ignorarem as minhas falas, só me traz como conclusão umI don’t care, baby, isso não serve de nada, vou seguir a cartilha”.
E veja que interessante: vocês, profissionais, estão à dispor para ajudar as pessoas, não é? Baseado naquilo que elas trazem, baseado nos sintomas delas. Porque com pessoas gordas, isso é diferente? Porque o diagnóstico é sempre o mesmo, mesmo que os sintomas sejam diferentes? Porque vocês não ouvem seus pacientes gordos.

 

art by Mokojumbie

art by Mokojumbie

 


Dia 15/07, às 14h – Horário marcado com um clínico geral.

 

Cheguei lá na sala de espera, preenchi a ficha e fiquei aguardando minha vez. Eu havia me planejado, sabe… Escrevi 1500 caractéres no bloco de notas do celular com o meu histórico. Achei bom senso fazer isso mesmo… No início pensei  “Aff, sério, pra que, eu vou lembrar de tudo…” Mas não. Eu nunca lembro. Mas eu fiz isso porque comprei a ideia da minha psicóloga. Foi ela que me atormentou por vezes com essa ideia. Ela que me convenceu. Achei plausível. Segui o conselho, já que eu não tinha nada a perder. No entanto, eu não cheguei a falar metade daquilo que eu havia planejado. Não deu. Fui interrompida várias vezes. Fui acertada por um olhar de descaso enquanto falava. Eu não mencionei nada sobre emagrecimento. Eu não disse absolutamente nada sobre dieta ou alimentação. Eu não lembrei de cirurgia bariátrica. Nem nutricionista.
Nada. Falei de coisas que me afligiam há tempos… Falei das minhas pneumonias mal curadas, falei da qualidade do meu sono, falei de mim e eu só ouvi no final um:
“Jéssica, você sabe que é obesa mórbida e que precisa perder peso, né? Vou pedir alguns exames de sangue… os básicos, pra gente ver como tudo está indo. Se algo der alterado nos exames, a gente avalia melhor. Mas você precisa perder peso. Não to falando pra você ficar magrinha não… mas  precisa chegar aos 100kg, pelo menos”.

Vocês entendem quando eu digo que não fui ouvida? Do início ao fim, eu não fui ouvida!  Quando entrei no consultório, meu corpo gordo e grande fez soar o alarme na cabeça desse profissional, que automaticamente teve certeza que eu estava lá só por: Emagrecimento.
Mas EU não estava lá pra isso. Eu queria exames diversos para avaliar o funcionamento dos órgãos do meu corpo, como pulmão (sou fumante. mas ngm liga pra isso, eu tenho que emagrecer), meu rim, meus seios (há 4 dias senti algo estranho quando me apalpava, mas quem liga? Se eu emagrecer, isso some, né)…. Enfim, meu corpo! Eu queria saber como estava toda essa engrenagem.  Só.
Mas eu não fui ouvida. O médico que me atendeu, não me ouviu. Só falou e falou sobre aquilo que vocês sempre falam para uma pessoa gorda…. Regurgitou o mesmo discurso de sempre, sem se importar comigo.

Os médicos e médicas que já me atenderam um dia, não se importaram comigo. Não se importaram porque não me ouviram. Não acharam que tudo aquilo que eu falava era pra ser considerado, levado a sério…

Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando, obrigatoriamente, entendem que eles estão na consulta procurando um emagrecimento.
Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando passam uma guia de nutricionista sem que a pessoa manifeste tal vontade.
Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando ignoraram as queixas dessas pessoas com um “Você precisa emagrecer urgente”.
Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando  dão dicas de dietas, numa consulta que não era sobre isso.
Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando tratam os nossos sintomas como consequência do peso.
Vocês não se importam com seus pacientes gordos quando eles relatam todos os sintomas e vocês só ouvem como “quero emagrecer, quero emagrecer, quero emagrecer”.

Vocês não se importam.
A verdade é que:

Vocês
não
se
importam.

Porque?! Porque?!

Como vocês acham realmente plausível, encontrar uma pessoa desconhecida, fazer com que ela fale tudo aquilo que sente e/ou aquilo
que ela precisa de vocês [médica/médico], e achar que tudo -eu digo, absolutamente TUDO-, seja por conta de emagrecimento?!
COMO! A pessoa te conta que já sentiu dores ao respirar, já disse que é fumante há anos, passou por pneumonias e você, com anos de ciências médicas e o escambal no currículo e na mente, recomenda que ela PERCA PESO?! Como você pode recomendar SÓ, exclusivamente, a perca de peso!? A maioria de vocês fazem isso, exatamente isso.

Eu acho surreal da parte de vocês. Sinto vontade de dar um tapa na cara de cada um quando isso acontece. Sério, um tapa na cara de “ACORDA, CARALHO!”. Porque não faz sentido.

Anotem isso: Nem todos querem, necessariamente, perder peso. Nós somos gordas e gordos, mas nem todos queremos e pleiteamos o emagrecimento a cada consulta médica, em qualquer especialidade. Temos vários outros órgãos em funcionamento no nosso corpo. Temos carga genética. Temos hereditariedade.Temos história, cicatrizes. A cura para os nossos problemas não está no emagrecimento compulsório.

 

Galápagos: Jeanne Lorioz - Contemporary Art

Galápagos: Jeanne Lorioz – Contemporary Art

 


 

Ontem eu assisti um epsódio avulso de Greys Anatomy. A Dra. Young operou o inoperável. Ela devolveu expectativa de vida à um senhor.
Ela ficou toda feliz ao saber que poderia reverter o quadro (o cara ia morrer em poucos meses) e deu a notícia ao senhor e a esposa: Eles ficaram tristes. Foram ao hospital porque o senhorzinho tinha quebrado o tornozelo. Fizeram alguns exames e detectaram o problema no coração dele.
Mas o cara já sabia. Já tinha o diagnóstico há anos, e não tinha o que fazer… Ele já estava ok com a situação e estava curtindo muuuuito a vida junto com a esposa.

Ok, esse foi só um exemplo que eu lembrei aqui pra tentar mostrar que, cada pessoa gorda que entra no seu consultório doutora-doutor, é única. Às vezes, a pessoa que você está atendendo, só quer curar mesmo o tornozelo dela. E só. Às vezes ela só quer o fim da gripe, e só.
Então, eu peço encarecidamente, que vocês ouçam essas pessoas. Mas ouçam de verdade porque o que elas tem a dizer é extremamente importante. E se essa pessoa gorda não mencionar nada sobre emagrecer, keep calm and guarda a guia do nutricionista!
Tá tudo bem… Sério. Nenhum órgão vai retirar seu CRM por você ter ouvido e dialogado com seu paciente, sabe… Fica com a consciência tranquila.
Vocês acham mesmo que cada gorda que entra no consultório, NÃO SABE que é gorda? SÉRIO?! Poxa vida, hein, que ingenuidade…
Não subestimem as pessoas… Deixem essa mania de lado. Quando somos pessoas gordas, não podemos nos dar ao luxo de não saber o que a gordura pode causar, porque a medicina e padronização dos corpos estão juntas em todos os cantos. Não há escapatória. Qualquer lado que olhamos, qualquer pessoa que conversamos… Sempre ouvimos um discurso médico sendo reproduzido. Sempre ouvimos o que
faz bem e o que faz mal. Sempre. É o tempo todo assim, juro.

Sei que a função de vocês é salvar vidas e que vocês tem gordura como inimiga número 1, mas… Pelo menos uma vez, deixem a reza da cartinha de lado e se preocupem realmente com seus pacientes. Ao invés de indicar um nutricionista, pede um exame mais completo para avaliar a tal dor ao respirar. Ao invés de uma guia para o endocrinologista, pergunta ao seu paciente se ele/ela já esteve nesse especialista antes e, se a resposta for sim, tenha interesse em saber o que houve, como foi… Pergunte antes de indicar. Ao invés de passar algum remédio paliativo, pergunte se a pessoa já fez determinado exame… Se ela não fez, então o peça.
Ao invés de acharem que toda pessoa gorda quer emagrecer, pergunte o que ela quer.
É muito mais humano da parte de vocês, nos tratarem como pessoas conscientes da nossa estrutura corpórea.
É muito mais humano perguntar ao paciente se é da vontade dele/dela fazer tal coisa, do que ir logo pressupondo tudo e já ir rabiscando os pedidos.

Fica aqui registrado meu apelo à co munidade médica, para que desenvolvam atendimentos realmente atenciosos para com as demandas das pessoas gordas. Fica meu apelo para que vocês, médicos e médicas, que se contenham ao estar de frente para uma pessoa gorda. Não se preocupem com as estatísticas mundiais: nós gordas, sabemos que somos parte desses números. Não se preocupem em voltar pra suas casas, deitar a cabecinha no travesseiro e pensar que não indicou nada de emagrecimento praquela paciente obesa que te visitou hoje: se ELA não te pediu por isso, então tá tudo bem… Fica tranquilo. Cada pessoa sabe bem o que faz.

 

 

by Marielle Gallant

by Marielle Gallant

Por favor,
se importem com as pessoas gordas.
não somos um pote fechado de pura gordura.
Há muito mais coisa para descobrir.
Basta vocês se importarem.

 

 

by Jeanne Lorioz on tumblr
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Uma conversa com a balança

Querida balança,

 

autoria desconhecida on tumblr

autoria desconhecida on tumblr

digo…

nem tão querida assim, ok. Sinto muito, mas durante minha adolescência inteira eu te odiei. Isso mesmo: O D I E I !
Não queria nunca me aproximar de você, eu passava bem longe. Você foi a máquina que mais me proporcionou choros incontroláveis durante a noite há alguns anos atrás, sabia? Por causa do que você mostrou, eu tive brigas homéricas com a senhora minha mãe. Por causa do que vocês mostrou, fui obrigada a ir em médicos terríveis que me fizeram ficar em cima de você por vários minutos enquanto eles falavam o quanto eu tinha que fazer pra você deixar de marcar aqueles malditos digitos. O discurso médico nunca muda quando você é gorda e está em cima dessa ferramenta.

Balança,
sei que a culpa não é sua. Mas, prioritariamente, a culpa não é minha. Passaram a te usar com outras motivações. Passaram a te usar como uma espécie de arma de guerra, sabe? Ora, não é exagero da minha parte. Você sabe quantas meninas choram ao subir em você? Várias!
Fora aquelas que choram depois de ter te consultado… Sabe quantas mulheres se controlam a partir de você? Várias!

Balança, te fizeram um símbolo nocivo. Muito nocivo. Usam seus resultados como um castigo a ser cumprido.

Sua função é só medir o quanto de peso a pessoa tem. Só isso. Mas te usam como ataque: “Olha na balança! você está gorda! A balança marca 90kg! GORDA GORDA GORDA GORDA GORDA GORDA GORDA”

Ethel Ashton - by Alice Neel

Ethel Ashton – by Alice Neel

Você passou a ser usada como medidora de boa saúde. É! Logo você, que traz um resultado tão simples e objetivo, agora mede o quão boa está a saúde da pessoa – como quem faz um check up médico, só que sem todos os exames.
Como foram longe demais as coisas, não é?! Sei bem… Quando eu tinha uns 15 anos e quase oitenta quilos, me diziam que eu estava muito doente porque né, você apontou pros números perto de 100 e isso com certeza absoluta é sinal de alguma doença muito complicada e cruél.

Eu não tinha nada.

autoria desconhecida on tumblr

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Tiveram que engolir o fato de que eu estava saudável apesar da vontade das pessoas em me ver pesando 55kg. É bem difícil, as pessoas são orgulhosas. Você mostra que não tem absolutamente nada de errado com sua saúde mas as pessoas ainda ficam usando os números que você mostrou como forma de validar algum argumento ridículo. Acredita, balança? Pois sim. Pessoal bem escroto mesmo.

Eu sinceramente passei anos te vendo como a materialização dos ataques que eu sofria; te enxergava como uma espécie de punição, castigo. Porque, desde que eu não contasse quais os números que você marcou, estaria tudo certo. Mas aí eu contava e tudo caia por terra: Parecia que você era um oráculo e se eu dissesse “Eu me pesei e estou com tantos kg“, era aquela coisa descomunal… A balança comprovando a minha fraqueza! Ohhh cééus! Passei a não contar mais. Nunca. Quando me perguntavam quantos quilos eu pesava, acabava dizendo que não sabia ou mentia mesmo, na caruda. Por que afinal de contas: não sou obrigada.

 

autoria desconhecida on tumblr

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Com o passar do tempo desencanei de você. Não te consultei mais porque não tinha motivos. De certa forma, passei a te enxergar por outra ótica e você deixou de me passar medo. Hoje eu subo em você sem medo. Também não ligo se tem alguém do lado olhando os mesmos números que eu. Mas reagir assim não é fácil. Entender que o que você mostra são só números, não é a tarefa mais simples do mundo, confesso. Mas eu não desisto porque só assim  posso te enxergar da forma que realmente és e, logo, não me afetarás mais.

E eu gostaria que muitas outras mulheres não te enxergassem como uma ameaça… Mas haja esforço e reflexão pra tirar de você toda carga negativa, viu?! Te usam de forma hegemônica e são poucas as pessoas que não julgam os números que você aponta no final.
Você é só a máquina que aponta meus quilos. Você é só uma máquina.Você é só uma máquina.Você é só uma máquina. Você é só uma máquina. Só aponta os meus quilos. Só numera minha massa corpórea. E só. Você só é isso.
O que você aponta não diz nada de relevante sobre mim, sobre quem eu sou, sobre como me sinto, sobre meus sonhos e desejos. (no repeat como um mantra)

 

by Jeanne Lorioz on tumblr

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A forma como te usam para humilhar, apontar, castigar às pessoas é infinitamente cruel… Toda essa gama de gente te usando como aval de avacalhação me deixa em náuseas. Não obstante,  nosso empoderamento já é compartilhado e logo, todas vão deixar de temer aos seus números. E logo, vão se sentir fortes suficientes para rebater aqueles que te usarem como ferramenta de violência. E logo, logo, logo, o resultado que aparecer no seu visor, vai ter o gostinho de empoderamento. Vai ter a sensação de “estou bem comigo mesma”. Essa mesma sensação que somos impedidas de sentir quando olhamos nosso peso na balança.

Aguarde e confie! ;)

 

 

 

 

 

Pela atenção,

grata

Gorda e Sapatão

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Pretas e sapatão, UNI-VOS: Exposição das obras de Zanele Muholi e Thembela Dick no Instituto Goethe

É com muito entusiamos e felicidade que escrevo sobre esse evento.
Zanele Muholi e Thembela Dick, duas artistas sul-africanas que fizeram de seu trabalho um ativismo em prol da visibilidade das minorias excluídas da sociedade, estarão aqui em São Paulo, ao vivo. Em carne e osso. AS DUAS! Sim, com direito a conversa com o público depois da exposição das obras.
Duas referências artísticas e militantes na minha vida, estarão aqui e eu poderei apreciar o trabalho delas de pertinho… Vou poder encontra-las pessoalmente e sentir “estou entre as minhas”. É muita maravilhosidade, né? Não caibo em mim com essa notícia!
Por isso, fica o convite para as pretas e lésbicas dessa cidade. Esse é o momento pra gente se encontrar, admirar o trabalho dessas importantes artistas para a nossa visibilidade.

PRETAS E SAPATÃO: UNI-VOS!

folder de divulgação/ Instituto Goethe

folder de divulgação/ Instituto Goethe

 >> Leia aqui sobre o artivismo de Zanele Muholi no BN.

 

A artista e ativista lésbica Zanele Muholi discutirá seu ativismo visual, seu trabalho com o coletivo de mídia queer Inkayiso, sua série de fotografias Faces e Fases na qual retrata lésbicas negras e transgêneros e dois curtas-metragens: Foot for love (2012), filme produzido em parceria com o coletivo feminista francês Les Dégommeuses sobre o jogo do time sul-africano lésbico de futebol Thokozani Football Club em Paris e We live in fear (2013), curta produzido pela Human Rights Watch sobre o trabalho artístico e político de Muholi.

A artista Thembela Dick também apresentará juntamente com Zanele Muholi o filme Thokozani Football Club: Team Spirit” de sua direção. Faces e Fases. Série de fotografias. (20 min.) A série Faces e Fases de fotografias em preto e branco tem o foco na comemoração e celebração da vida lésbica negra – uma séria em curso que apresenta uma perspectiva de quem conhece a fundo a realidade de negras lésbicas e transgêneros, pessoas que Muholi encontrou durante sua jornada ativista. No conjunto os retratos são ao mesmo tempo um depoimento visual e um arquivo: ao indicar, mapear uma comunidade frequentemente invisível, Muholi preserva a sua existência para a posteridade.

Leia mais no site do Instituto Goethe

 

Espero vocês por lá, dia 11 e dia 13 de junho! Levem suas companheiras, suas amigas, a família. É um trabalho incrível e que precisa ser visto por todo mundo!

Cine Olido
Dia 11/06 às 19h
Exibição dos filmes:
Foot for love
e
We live in fear.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.
Entrada gratuita.
Avenida São João, 474 – centro.

Instituto Goethe São Paulo
Exibição do filme: Thokozani Footboall Clube: Team Spirit
Gratuito.
Rua Lisboa, 974.

 

 

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