Aceitou o desafio: Niége Benedito


O meu nome é Niége, tenho 24 anos. Sou formada em Jornalismo mas larguei há um tempo pra estudar desenho, já que estava extremamente infeliz na área.
Eu sempre estive acima do peso e sempre lutei contra a balança, como gostam de falar por aí. Aos 11 anos lembro de fazer dietas malucas, aos 14 já tomava o tal do shake, aos 16 comecei a tomar remédios pra emagrecer. Hoje vejo que não tinha necessidade de nada disso, pois eu não era gorda, estava apenas um pouco “acima do peso” e, como a maioria das mulheres, fora do padrão de beleza imposto.
Hoje sou realmente gorda, obesa pra falar a verdade, mas graças ao feminismo comecei a me aceitar um pouco. Digo um pouco pois é um exercício diário esse de aprender a se gostar do jeito que é. E ainda assim oscilo entre a aceitação do “sou assim mesmo” e o “pqp, preciso ir pra academia, comer alface, tomar remédio, nunca serei feliz assim”. É muito difícil, e a falta de exemplos positivos de pessoas gordas dificulta ainda mais esse processo de aceitação, de amar o próprio corpo e se sentir confiante.
Acho que toda mulher já se sentiu mal depois de ver uma revista com uma modelo magérrima na capa, mostrando uma beleza que é inatingível.
Por isso aceitei esse desafio, pq precisamos de modelos positivos!
E é realmente um desafio, pois nos exercícios de desenho, nas aulas de anatomia e modelo vivo é raro termos ali pra desenhar um corpo que esteja fora dos padrões. Existem, mas são poucos. Sempre temos pessoas magrinhas, com corpo escultural, musculoso, enfim… nunca uma pessoa gorda, então foi realmente um desafio.
Mas pesquisando para fazer meus desenhos, tive certeza que existe muita beleza nesses corpos, e espero que outras pessoas também possam enxergar isso 🙂
             Obrigada pela oportunidade! 🙂
 
 
by Niége Benedito

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Niege Benedito 04

 

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