06 de Maio – Dia Internacional sem Dieta e o que o feminismo tem a ver com isso

06 de Maio – Dia Internacional sem Dieta e o que o feminismo tem a ver com isso


O Dia Internacional sem Dieta nasceu através da movimentação de uma feminista inglesa, a Mary Evans, em 1992. Há 22 anos temos um dia específico para visibilizar a luta contra a industria da beleza, a padronização dos corpos; temos esse dia para sensibilizar a opinião pública quanto aos distúrbios alimentares que muito afeta vidas de meninas e mulheres pelo mundo todo.
Hoje não é um dia pra gente simplesmente comer tudo que vier pela frente (mas se quiser, também tá podeno!). Hoje é um dia pra gerar opinião e fomentar o debate a respeito das motivações que nos causam todo esse leque de violência simbólica e, consequentemente, física.
A Mary Evans foi quem deu inicio ao debate pois ela vislumbrava ser necessário que o movimento feminista questionasse o conceito de “corpo perfeito”, combatesse a gordofobia; explicasse porque as dietas perpetuam a violência contra a mulher, apresentasse dados de como a industria da dieta comercial (essa mesma que aparece no meio da sua timeline no facebook) age sobre os corpos das mulheres, e acima de tudo, declarasse um dia livre de obsessões com o corpo. No entanto, tal movimentação não acontece com frequência… vejo exemplos de textos questionando alguma matéria ou algum comercial de tv (que sim! são necessários também) de forma abrangente e fazendo poucos recortes.

Eu explico: fazer recortes (seja de raça, classe, gênero…) é necessário para conseguir trabalhar uma questão de forma central e intensa, dando vazão para todas as questões que permeiam esse recorte e assim, expor quais são as especificidades e como podemos trabalhar politicamente no fortalecimento de tais e tais questões.

Eu sinto falta de debates físicos acerca do tema >> GORDOFOBIA << e como ela age institucionalmente nas nossas vidas. Sinto falta de textos produzidos por mulheres gordas brasileiras por um viés feminista. Sinto falta, uma imensa falta, dessa questão simplesmente não estar presente na pauta feminista. Ela é dissolvida em meio a “mercantilização do corpo”, “padrões de beleza” ou até mesmo “a imagem da mulher na mídia” (esses debates são necessários mas também precisamos mexer em outras feridas) Sinto falta de discussões específicas sobre como o corpo da mulher gorda e negra é consumido na mídia (sim, ele tem um consumo, e tem várias questões por trás dele), por exemplo.

Não temos isso se viralizando. O feminismo ainda deixa á quem essas questões. Eu realmente sinto muitíssimo por isso.
Então, fica o meu desabafo às companheiras feministas para pensarem essa questão com carinho.

by James Phelps on tumblr

by James Phelps on tumblr

Vivemos num momentos histórico social onde a beleza é, acima de tudo, magra-branca-luxuosa-jovem. Outras características não são atribuídas como “belas de verdade”, é preciso ter esse conjunto específico para que seja considerada bonita. Cada vez mais a exigência é pregada nos conceitos de beleza. A indústria da beleza lucra milhões em cima das mulheres. A estratégia é bem simples, vejam:

1º Pegue uma categoria social que é historicamente oprimida pelo fato de ser  >> mulher <<
2º adicione impulsionadores de baixa auto-estima (como capas de revista com mulheres alteradas no Photoshop, por ex.);
3ºfaça produtos dietéticos com um slogan publicitário certeiro “Perca 8kg em 2 semanas! Veja como é rápido e fácil!”, e faça esse mecanismo se retroalimentar.

Ou seja, essa industria trabalha em prol de fabricar sheiks diets e remédios inibidores de apetites usando uma lógica mercadológica que entende que, quanto mais padronizado estipulam que é o corpo de uma mulher, mais apetrechos irão vender pois os grandes industriais sabem bem que a classe social mulher é lotada de lacunas historicamente, logo, usam as marcas que o patriarcado nos deixou para inserir seus produtos e lucrar em cima disso. UOW!

autoria desconhecida

autoria desconhecida

E como podemos agir contra essa ofensiva massiva que nos atinge diariamente?

Levantar o debate, penso eu que seja uma das prioridades.

Quando você se dispõe a refletir sobre a condição da mulher numa sociedade imagética, faz com que esse assunto não seja esquecido ou menosprezado (que é o que temos hoje); faz com que conceitos estabelecidos em sociedade se quebrem aos poucos e gera uma ação de conhecimento à outras mulheres (e demais pessoas) do PORQUE somos alvo de tanta obrigatoriedade cultural, moral e física.
Dizer que a moda plus size está aí e que já contempla a todas, é muito raso. Dizer que as gordas estão em comerciais também é raso. Dizer “Você é linda SIM” também não é lá muito satisfatório, porque veja… Uma vez que você entende de onde vem a raíz do ‘problema’, a carga de culpa pode tender a diminuir porque você sabe que quem produz a sua baixa auto-estima, o seu sentimento de ‘estar feia’, o seu descontentamento com o próprio corpo, NÃO É VOCÊ! Por isso é preciso contextualizar tudo, mostrar argumentos que fortaleçam a auto-estima e o auto-reconhecimento para além do “você é linda, se aceite”. Eu quero dizer que não é SÓ isso, entendem? O lance é político! É social. Impulsionar a aceitação corporal sem embasamento político pode ser nocivo uma vez que você é obrigada a viver e interagir socialmente num ambiente totalmente hostil e que você fica confusa por não saber as motivações dessa enxurrada de violências simbólicas todos os dias. Por essas e outras é que eu prezo o debate feminista, que faça seus devidos recortes pois eles são necessários e não enfraquecem a luta.

 

 

autoria desconhecida

autoria desconhecida

Não dá pra descolar do contexto histórico (repito muito essa palavra, néan?) ao qual estamos inseridas até às tampas. Compreendo quem faça uma análise sem mencionar o contexto político das mulheres, mas eu não consigo descolar um do outro. Fomos conduzidas, através de uma dominação política masculina, a ocupar espaços cada vez mais restritivos, a sermos cada vez mais o que ELES querem que sejamos e nunca o que NÓS desejamos pra nós mesmas. Observem, estar gorda é visto como um erro, um deslize grave passível de exclusão, pelos homens. Foram nos condicionando, através de métodos que nos faziam cada vez mais rebaixadas socialmente, a dançar conforme a música deles tocava.

Sinto muito à você que pensa que somos “vítimistas”. Relembrar todas as atrocidades que já passamos e que AINDA continuamos a passar não é se vitimizar, é reivindicar que isso DEIXE DE ACONTECER. E o Dia Internacional sem Dieta também propõe isso. Que lembremos de nós mesmas, dos nossos corpos; propõe lembrar que a imagem refletida no espelho é SIM linda e admirável, mesmo que ela não esteja na capa de revista (aliás, precisamos pensar no quão assimilacionista pode se tornar uma luta anti-gordofóbica, mas isso é outro post).  É lembrar que todo esse aparato pensado para nos diminuir e machucar, tem um objetivo socialmente. A industria da dieta não foi criada no vácuo, na ausência de motivos. O capitalismo tá aí e não nos deixa mentir. Precisamos lembrar sempre que os discursos que nos afetam tem uma carga política incomensurável e que nós precisamos analisá-los de forma crítica e empoderadora.

 

autoria desconhecida

autoria desconhecida

 

Quero lembrar aqui das vítimas fatais dos distúrbios alimentares, que não por coincidência, raramente são lembradas em vários espaços de debate. E deixo minha solidariedade a todas que têm ou tiveram algum tipo de distúrbio alimentar.

 

Apertem o play e assitam a gordas dançando, coisa que não vemos todos os dias.

Alguns linques úteis:

A ditadura do corpo ideal e o preconceito velado

Quem são as mulheres reais das propagandas de beleza?

Louise Foxcroft: “É a indústria da dieta que engorda”

Chega de dieta

International No Diet Day & Adivinha? Eu não sou um robô.

O padrão de beleza imposto pela mídia


A Secretaria de Educação de São Paulo e a gordofobia institucional

We Can cast It – chega de gordofobia

A gordofobia da Avon

Sobre gordofobia, irresponsabilidade e insegurança no feminismo

9 Comentários

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  1. Liana

    Gostei muito do texto (faltou colocar link pra um pdf do livro “O Mito da Beleza”). E deixo uma observação (que espero não seja entendida da maneira errada): as fotos que ilustram esse texto não condizem com “lembrar de vítimas de distúrbios alimentares” – essas fotos não são de pessoas gordas, são de obesidade mesmo, que dirá obesidade mórbida talvez… algo que também, para chegar até esse ponto, não é nada saudável (assim como anorexia) e também é um distúrbio alimentar. Exceto por estas observação, o texto está ótimo.

  2. Jéssica Ipólito

    Oi Liana,
    eu não coloquei o pdf do livro porque meu texto não fazia referência a ele, por isso não deixei pdf. Então, a sua observação não foi entendida de maneira, ela foi entendida de maneira certa por mim. Entendi que sua colocação é o exemplo classico de gordofobia quando parte do pressuposto de que, só pelo tamanho da mulher, é “óbvio” que ela tenha uma vida nada saudável. E veja, é de péssimo tom o que vocẽ escreveu, “para chegar até esse ponto”. Veja, você não conhece essas mulheres da foto, você não sabe se quer o nome delas, não faz ideia dos hábitos alimentares dessas mulheres, não faz ideia o quão boa está a saúde delas ou não. você simplesmente se baseou na visão gordofóbica da medicina ocidental que estipula o quão gordas as pessoas podem ou não ser, independente de qualidade de vida. Então, acho que sinceramente meu texto não te atingiu e em partes, por falha minha também. Eu deveria ter pontuado esse tipo de atitudo que não raramente, acontecem toda vez que esse assunto vem à tona.

    Espero que vocẽ supere sua gordofobia, porque isso é que não faz bem pra ninguém!

    Beijos

  3. Carla Simões

    É de uma ignorância sem tamanho imaginar que a gordura traz, inevitavelmente, doenças. Minha mãe tinha um ódio de mim, na minha adolescência, porque ela era magra e tinha diabetes, hipertensão, entre tantos. Enquanto eu me entupia de sanduíches, pastéis, pizzas, cereal com bastante leite e sempre fui extremamente saudável.
    Engordei? Engordei. Hoje com 31 anos peso 97kg. Já cheguei aos 118kg. Não perdi peso por dieta (proposital) ou porque a sociedade exige. Mas porque eu fiquei desempregada e tive que andar a pé atrás de emprego, comer menos pra deixar pra filha. Tudo isso porque, apesar de ter 9 anos de experiência no serviço público, ser trilíngue, entrei tantos, eu sou gorda. E o mercado não aceita isso. E não me aceitou.
    Quando brinco de pega pega com minha família (minha filha de 9 anos e meu marido, hoje uns 35kg a menos que eu), eu sempre ganho. Corro bem mais, me divirto e ainda fico zoando com eles =P
    Quando todo mundo cai doente em casa, sou eu quem levanto e saio cuidando de tudo e todos. Meu organismo não é menos resistente (ou mais doente, ou mais mórbido) por causa do meu peso.
    Enfim, como disse a Jéssica, “Espero que ‘todos’ superem suas gordofobias, porque isso é que não faz bem pra ninguém!”

  4. Laura

    Olá Jéssica, não é preciso conhecer os hábitos alimentares dessas mulheres presentes na foto para saber que sim, chegar ”até esse ponto” não é saudável. Não sejamos hipócritas, o texto é ótimo e muito bem argumentado, porém não acho que seja gordofobia dizer que tais mulheres a primeira vista SIM não aparentam ter uma alimentação saudável (saudável não quer dizer fitness, dieta ou algo do tipo; apenas uma alimentação que não cause danos severos a saúde). São mulheres obesas, de maneira alguma é justificável algum tipo de preconceito, porém são sim obesas e tenho a absoluta certeza que se fossem realizados exames médicos nessas mulheres elas teriam alguns (sérios) problemas de saúde devido a alimentação e ao estilo de vida. Algumas não conseguem nem andar direito, isso não é gordofóbico é uma realidade que precisa ser falada também! Há de parar com essa hipocrisia de ”é obesa mas é saudável”, padrões de beleza e de corpo existem sim, essa maquiagem que a alimentação saudável desenvolveu para outra forma de opressão é uma realidade, mas não é por isso que devemos deixar de lado a saúde. Do mais, parabéns pelo texto.

  5. Jéssica Ipólito

    Oi Laura, obrigada pelo elogio ao meu texto.

    Mais uma vez, vamos falar sobre quem não conhecemos. Ok. Olha Laura, é gordofobia SIM quando você aponta isso, e NÃO, não é hipocrisia. Acho que vamos discordar muito porque EU não faço o mesmo entendimento que você a respeito da “obesidade”. Ela é fruto da da medicina ocidental para reforçar que nossos corpos são errados, que somos uma doença, e que existe um padrão para o qual devemos nos esforçar para “alcançar”. E será preciso voltar na história das sociedades pra te explicar o porque a medicina ocidental contribui para a opressão das pessoas gordas (dsclp, não vou fazer isso, acredito na sua capacidade de pesquisa e entendimento). Então, eu percebo que você assimilou muitíssimo bem tudo que a mídia e os “estudos” vem dizendo a respeito das pessoas gordas.

    A questão que eu quero por aqui é: Não, você NÃO pode olhar uma pessoa gorda e inferir que ela seja doente de alguma forma. Isso é cruel, sabe.
    Você simplesmente nega o direito dela existir. Você usa todo o arcabouço opressor e derruba em cima dessa pessoa com apenas um olhar, bem como você fez agora. E eu sinto muitíssimo por isso. É lamentável.

    Será que você sofre privação de acesso ao espaço público por ser gorda? Será que você tem emprego negado por ser gorda? Será que o Estado te nega condições de sobrevivência? Fico aqui pensando, porque esse discurso é típico de quem não tem empatia pela causa e, não raro, é uma pessoa magra (leia ‘magra’ como a pessoa que não sofre privação de acesso pelo seu peso&forma).

    Enfim, espero que compreenda ou pelo menos crie empatia com quem sofre diariamente com essas palavras que você escreveu. Ou acha que isso não fere? Que não atinge? Eu sou do tamanho dessas mulheres, e vou ter que escrever aqui novamente, que eu não tenho nenhum tipo de problema quanto à minha saúde, que meu estilo de vida é apropriado PARA MIM (e não para todos), e que tá tudo bem e você não precisa se preocupar.
    Novamente, eu tenho que apresentar minha lista check up completo pra ter minha palavra validada porque pessoas como você, que acham massa reforçar o discurso me fode todos os dias.

    Não é hipocrisia, Laura. Hipocrisia é outra coisa.

  6. Elisa Carvalho

    Olá Jéssica, gostei muito do seu texto!

    Entretanto, acho necessário quando tocamos nesse assunto falar da indústria alimentícia que cada vez mais tenta destruir a nossa saúde com propagandas e produtos cada vez menos saudáveis e que levam mais e mais pessoas a terem estilos de vida nada bons, sejam elas magras ou gordas.

    Isso é extremamente alarmante e perigoso e muitas vezes as pessoas acabam não compreendendo onde termina a gordofobia e começa a saúde.

    Realmente é aconselhável comer fast food todo dia e não comer frutas ou verduras? Porque quando encontro casos de tamanho sobre peso, elas se encaixam nesse estilo de vida.

    Abraços, Elisa.

  7. Thais

    Laura, concordo com você. Sou da área de saúde e excesso de gordura está comprovadamente ligado à inflamação crônica. A inflamação crônica libera no corpo substâncias que fazem o corpo perdem a capacidade de trabalhar em sua máxima potência, colocando todas as células sob stress. Evidentemente, a curto ou longo prazo (dependendo da sensibilidade do organismo), o corpo sofrerá com as consequências. Não é porque temos o relato de uma pessoa que consegue se manter ativa que muitas outras não estão sofrendo – até mesmo sem saber, porque o corpo tenta tolerar a situação o máximo que pode.
    Para quem tem dúvidas, é só procurar em artigos em bases de dados como PubMed ou Web of Science. Lembrando que cientistas que pesquisam sobre obesidade não são monstros, querem descobrir o máximo possível em prol da humanidade, ainda que a verdade doa. Não estou discutindo privação de acesso, que é um caso de outra esfera – as comunidades devem se adaptar as pessoas, e não o contrário. É evidente que há algo errado. Apenas acredito que deve haver um esforço de ambos os lados.
    Jéssica, adorei seu texto. Sofro muito com a ditadura da dieta (e do bronzeado, e do cabelo, etc). Queria ter metade da sua capacidade de argumentação.

  8. Carla Simões

    É incrível a capacidade de generalização. Eu acabo ficando sem a mínima vontade de argumentar. Mas vamos lá, mais uma vez.
    Eu sou obesa. (Isso mesmo, ponto!)
    Aqui em casa, quem coloca a alimentação saudável sou eu. Eu incluo as frutas, eu incluo verduras, saladas, carnes magras, menos frituras e refrigerante só aos sábados, com alguma “gordice” (como o povo adora chamar, mas muitos magros comem).
    Então se você conhece pessoas que só se alimentam de fast food, o que ocorre é que “VOCÊ só conhece pessoas que só se alimentam de fast food”. Não quer dizer que todas são assim (em verdade, odeio esses sanduíches sem graça, odeio doces e detesto pastel, dentre tantas outras coisas). Não generalize, pelo amor da luz elétrica.
    “Não é porque temos o relato de uma pessoa que consegue se manter ativa que muitas outras não estão sofrendo – até mesmo sem saber, porque o corpo tenta tolerar a situação o máximo que pode.” Exato. Há relatos de pessoas obesas (consideradas mórbidas, como eu) que são mais saudáveis que muitos magrelos, como meu esposo. Que tem gastrite, colesterol alto, pouca disposição física, entre outros. Mais uma vez, não generalize, pelo amor da luz elétrica.
    Eu também trabalhei na área de saúde, como disse antes, por 9 anos. Conheço bastante, conversei com muitos médicos, tive contato com endocrinologistas e minha filha faz tratamento com um (ela tem 38kg pra 1,36cm), apenas por precaução. Porque o pai dela era diabético.
    Você, que afirma tantas coisas sobre todos os obesos “baleios” do mundo, sofre com tanto preconceito quanto eu. Pare de achar “ufa, sou mais magra que essa das fotos”. Porque pra sociedade, “você é tão balofa quanto eu”.
    Capisce?!

  9. vanessa

    Acho que as pessoas aqui estão mais atreladas ao culpar a sociedade moderna pelo culto ao corpo magro e não conseguem se desligar e ver o ponto de vista de outras pessoas. Até mesmk pessoas que sabem muito sobre o assunto por trabalhar no meio. A Carla aqui de cima…. que hora a moça te chamou de baleia? Parece que muitas já vem armadas para uma batalha. Coisa sem nexo! Você também não respeita as pessoas, ou você conhece ela e seu estilo de vida? Gordofobicos, ”magrelofobicos”, e não respeitam a ciencia como fonte de ensinamento. Pra que você leva sua filha ao medico? Eles tem padroes tbm querida. E nao, nao dslp vcs por serem pessoas que se justificam indo contra padroes e ocidente… baboseira! Seja magro, sejs gordo, seja plausivel e educado. Porque vcs replicam o que condenam.

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